HALAKHAH NAZARENA OU FARIZAICA?
by Rabbi.
Dr. Yosef Avshalom Ben Maccabesh HaLevy
Obede Yashuanim
A HALAKHAH
Shulam, na introdução do primeiro "paper" discorre sobre o conceito de "halachá", como um termo técnico, "utilizado para as regras que governam a vida religiosa judaica" (Sic, tradução nossa). Diz que, sendo um termo antigo pode também ser encontrado especialmente nas cartas de Shaul no Bri't Chadashah e é sobejamente usado com o significado de caminhar, caminho e significando, ao final, "instruções práticas de como o crente deve conduzir a sua vida" (Sic, tradução nossa). Faz citações, tais como:
1) de Lucas, 1:6: "Ambos era justos diante de YHWH, observando irrepreensivelmente todos os mitzvot e ordenanças da Torah de YHWH" (TIMTA, idem). Mas eu não encontro aqui o termo técnico hebraico, nem na sua tradução grega, nem na Espanhola nem na Portuguesa.

2) de MaAseh Shlechim/At., 21:21: "Agora, o que a eles lhes tem dito sobre ti é que tu estás ensinando a todos os yahudim que vivem entre os goyim que apostatem de Moshe, dizendo-lhes que não submetam seus filhos à brit milah e não sigam as tradições" (TIMTA,idem). Também aqui eu não encontro o termo técnico hebraico, nem na tradução grega nem na Espanhola nem na Portuguesa.
3) de Romanos, 13:13: "Vivamos apropriadamente, como fazem as pessoas, à luz do dia, não festejando e embriagando-se, não praticando imoralidade sexual e outros excessos, não em brigas e com invejas" (TIMTA, idem). Paralelamente aqui, também, não encontro o significado do termo técnico hebraico, nem na tradução grega nem na Espanhola nem na Portuguesa.
4) de I Coríntios, 7:17: "Só que cada Pessoa viva a vida que o Adom lhe há designado, e a viva na condição em que estava quando foi chamado por YHWH. Esta é a regra que ordeno a todas as congregações" (TIMA, idem). Bem, aqui, o conceito regra, que está mais para "Hukkat" do que para "halachá" aparece, vamos dizer assim, inteiramente sob uma perspectiva messiânica. Ou seja, não como um "legalismo tradicional", como fica claro no contexto dos versículos 18-39. De outro modo: não como "halachá" mas como "exortação"!
Não vamos discutir outras preocupações mais que tenho, no momento, por exemplo, com "as 10 dificuldades básicas para fazer "halachá" messiânica" do Shulam. Por absoluta falta de mais tempo em minha agenda pessoal no momento. Apenas quero me ater ao que Shulam denomina "Mateus 23:1-4, e suas implicações para a halachá judia messiânica hoje em dia" (Sic, tradução nossa). Particularmente gostaria de me focalizar em 23:3, que é antecedido pela seguinte explicação de Shulam: "As palavras de Yeshúa aqui não dão uma carta branca para os "mestres da Torah", ou Fariseus, para fazer halachá para os discípulos de Yeshúa. A declaração se limita ao tempo em que eles se sentam na Cátedra de Moisés. Em outras palavras, quando eles são verdadeiramente exegetas do texto da Toráh na Sinagoga" (Sic., tradução nossa). E, mais adiante, o ilustre Rabino declara: "Penso que se colocamos as palavras de Yeshúa no contexto histórico do primeiro Século, todavia as podemos obedecer e continuar dando o respeito à Tradição judaica da exegese e interpretação da Torah" (Sic, tradução nossa). Em outras palavras podemos obedecer as seguintes palavras de Yahshua sobre a "halachá" dos perushim e soferim: "façam o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem", em sentido comum ou popular.
Ao considerar todas as implicações e todo o "background" dessa tese do Shulam, e se a observarmos, seremos levados simplesmente à pura apostasia da confiança no Messias. Apostasia, Como assim? Pela sutil e furtiva falácia de argumentação, um tanto lógico-sofismática, do tipo: se os fariseus se mantém fiéis ao texto, quando fazem exegese da Torah sentados na Cátedra de Moisés nas Sinagogas, e a pesar de tudo o que eles fazem, "podemos obedecer e continuar dando todo o respeito à Tradição judaica de exegese e interpretação da Torah"(Sic); embora não tenham eles uma "carta branca para fazer halachá para os discípulos de YehsuA" (Sic). Isto porque, diz Shulam nas 10 dificuldades para fazer halachá messiânica: "Nós não queremos fazer nossas próprias regras e regulaçóes que nos levarão fora da confraternidade do Povo de Israel. Não há nada que nos possa converter em uma seita mais rápido do que fazer nossas próprias regras e regulaçóes em conflito ou contra a Tradição Judaica" (Sic, grifos nossos). Ou é sofisma ou é confusão lógica. Seja, prevalece a tese final e subjacente de que entre cumprir os ordenamentos, mandados e mandatos do Messias Yahshúa e manter a amizade dos yahudim/Tradição Judaica, que não querem obedecer à Torah que aponta para o Messias Yahshúa, devemos ficar com a confraternização com os rebeldes! Boa essa, não?! Mas, como desejo te mostrar, isso é guiar a uma Pessoa à apostasia.
Vamos examinar, ponto a ponto, essas teses, à luz da perspectiva messiânica, como nos compete a nós, talmidim do Nazareno, nazarenos e messiânicos.
Primeiro, o relacionamento de Yashúa e de seus talmidim com a Cátedra de Moisés debaixo dos assentos pesados dos perushim e soferim, desde a chamada "Revolução dos Rabinos", quanto eles assaltaram essa cadeira tomando-a dos kohanim e neviim. Que, numa síntese do típico entendimento hebreu, é o que trata Matatiyah, 23 em seus 39 versículos.
De antemão, eu vejo que o tema mais mal entendido pelo Movimento Messiânico mundial hoje é esse do relacionamento com a Cátedra de Moisés. Por quê? Porque, a nata principal do Movimento Messiânico mundial, principalmente a liderança das organizações messiânicas, se aferra ao afã de se transformar, com a tácita aceitação dos yahudim tradicionais, na Quarta Seita do Judaísmo ou Quarto Ramo do Judaísmo. Daí vem toda a confusão, da qual não faz o menor esforço de sair o insigne Rabino Yosef Shulam. Ao contrário! Por quê? Por falta de entendimento ou por "precaução eclesiástica" porque sofre a incompreensão e a pressão judaica tradicional no seu próprio quintal e na sua pele? Olvidamo-nos, os messiânicos mais ilustres, que a "Restauração de Israel" pelo yahudim tradicional não é fruto da obediência deles à Torah - que, em verdade, não a obedecem! -, mas da misericórdia e do amor de YHWH aos Patriarcas e ao Seu Próprio Nome. Se o yahudim tradicional obedecesse à Torah, depois de quase 2 mil anos no Galut, onde fomos destruídos em todas as nações, teríamos voltado para a Eretz chorando e clamando e teríamos feito da Torah a verdadeira Constituição do Estado de Israel. Ao contrário, somente os yahudim sionistas creiam na Restauração e, por isso, incorporaram o espírito messiânico. Como? Com seus dois postulados ou "halachá filosófica": 1) cada um de nós é seu próprio Messias; 2). Não existe yahudim sem conexão com a Aretz. O Rabinato jamais creu no Novo Estado de Israel, por toda confusão reinante na "halachá dos que assaltaram a Cátedra de Moisés. É mais fácil fazer uma "política de coexistência pacífica" com os Plishtim palestinos e com os "sionistas cristãos" do que com os Messiânicos. E sabemos todas as razões, uma delas é que somos para eles os mais temidos "minim". E mais: por que os yahudim continuam inimigos do Messias manifesto? Porque esses que assaltaram a Cátedra de Moisés,ou o Rabinato Tradicional, desde a Yeshivah de Yavné, até hoje, ensinaram ao nosso povo a não reconhecer o seu Messias!
Mas, vamos examinar o texto que o próprio Shulam toma como base. No versículo 3 de Mattiyah/Mat., 23, dizem as versões tradicionais que o traduziram do Grego, uma delas: "Fazei e guardai, pois, tudo que eles vos disserem (os soferim e perushim, destaque nosso), porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem" (Versão João Ferreira de Almeida, 1960). Temos aqui, segundo essa versão, 38 versículos rechaçando toda a exegese e toda a "halachá" dos soferim e perushim e, apenas, um versículo recomendando sua aceitação parcial, sob uma condição: a de que, se a "halachá" está em conformidade com o que disse Moisés, mesmo ela vindo dos soferim e perushim, ele deve ser aceita e praticada. É possível que RABINU MELECH HAMASHIACH cometeu uma ambigüidade, uma contradição dessa? A de condenar em 38 versículos bíblicos de um mesmo passuk os soferim e perushim por serem infiéis na pratica da Torah e, em UM SÓ desses versículos, recomendar a seus talmidim que sigam assim mesmo aos infiéis? Não é o mesmo que reconhecer que Ricardão, o supermacháo da canção brasileira, é um tarado e acossador sexual, mas que importa, podemos deixar nossa filha menor sob a guarda e proteção dele?! Eu, sinceramente, não creio que Yahshúa fosse tão sem sabedoria e sem discernimento, até porque, diz o Evangelho, "ele conhecia o coração dos homens".
Creio sim que, aqui, a tradução do texto grego comete uma IMPOSSIBILIDADE TEXTUAL, como se verifica lendo o versículo 3 no contexto dos outros 38 versículos! Como comprovar isso?
Somente verificando o típico entendimento hebreu, no hebraico original do "Mattiyah Hebraico". Para isso, corroboramos com algumas informações históricas. Eusébio, um dos primeiros pais da fé, nos informa que o "Mattiya Hebraico" se conservava na Biblioteca de Cesaréia de Filipos, no seu tempo, ai, pelo começo do Século II. Um polêmico tratado judaico, chamado EVEN BOHAN, em 1385 E.C., do autor SHEM TOV BEN ISAAC BEN SHAPRUT, elaborado para defender o Judaísmo contra o Cristianismo, nos informa que usou 9 manuscritos hebraicos de Mattiyah e recopilou todas as suas traduções. Este "Mateus" é conhecido como o MATEUS DE SHEM TOV e está disponível na "Mercer University Press, em Macon, Georgia, ISBN 0-86554-470-0 e na "Century Publishers" de Califórnia.
Pois bem, no MATEUS DE SHEM TOV, assim como comenta o erudito hebraísta Moshe Yosef Koniuschovsky, o versículo 3 diz algo totalmente diferente em Hebraico: LAMAR AL KISEH MOSHE YOSHVEI HAPERUSHIM VEHACHOCHMIM.
VEATAH, KOL ASHER YOMER LACHEM SHOMRU VEASSU. OVTACHNUTAHEM UMAASHEM AL TASU. SHHEM OMRIM VEHEM ANAM OSIM (transliteração ao Inglês). A tradução literal no hebraico clássico (isto é, antes da Massoreta) seria: LAMAR AL KISEH MOSHE - a cátedra de Moisés; YOSHVEI HAPERUSHIM VEHACHOCHMIM - a cátedra dos fariseus e sábios; VEATAH, KOL ASHER YOMER LACHEM - fazei TODOS OS QUE ELES LHES DIZEM; guardai e fazei; porém suas ordenanças e atos não os façais; porque eles dizem que são de Moisés mas não observam o que disse Moisés.
Aqui há um contraste no Hebraico assim: porque ocupam a Cátedra de Moisés, que significa YOMER, ou o que foi dito por um indivíduo no passado, no caso o que foi dito por Moisés, isso deveis continuar fazendo (na Torah, quando YHWH fala acerca da Torah, frequentemente diz KO AMAR YHWH ou VA-YOMER YHWH EL MOSHE, significando aquilo que uma pessoa diz a outra ou a outras).
Se Yahshúa Rabinu Melej HaMashiach, o Rei de Israel, tivesse dito a Seus talmidim que seguissem os perushim que, por sua vez, ensinavam como amaldiçoar, odiar, blasfemar e a negar o Messias Manifesto de Israel, procurando matá-LO sempre, Yahshúa teria usado a forma plural de YOMER, que é OMRIM. Se Yahshúa estivesse nos dizendo que seguíssemos, às cegas, a Cátedra de Moisés, em uma obediência cega, então o hebraico tinha de ter dito KOL ASHER YOMER, que se refere aos mandatos de uma pessoa ou a uma declaração de uma pessoa a outra!
Portanto, Mattiyah 23:3 significa literalmente TUDO O QUE ELE DISSE A VÓS!. A quem se refere? A Moisés, claro! Ou seja: tudo que Moisés diga ou está dizendo, no presente YOMER, isso guardai. O verbo YOMER, no presente, pode inclusive significar o QUE DISSE YHWH e continua dizendo; é uma espécie de presente-contínuo, porque Ele é eterno e imutável. Seja como for, ele tanto se refere a Moisés como se refere a YHWH POR INTERMÉDIO DE MOISÉS; é a declaração de uma pessoa, no presente contínuo, e não UMA DECLARAÇÃO DE UM GRUPO que, se fosse o caso, se faria uso do plural coletivo do verbo no presente, que é OMRIM.
Em síntese, no hebraico do "Mateus de Shem Tov", o capítulo 23:3 CONTRASTA O QUE MOISES DISSE COM O QUE DIZEM OS PERUSHIM E SOFERIM SENTADOS NA CADEIRA DE MOISÉS. O Rei Yahshúa está, então, dizendo claramente aos Seus talmidim que o Judaísmo Rabínico AFIRMA estar dizendo a MESMA COSA QUE DISSE MOISES, porém, nem está fazendo nem ensinando as mesmas cosas de forma alguma! A interpretação correta de Mattiyah 23:3 - VEATAH KOL ASHER YOMER LACHEM SOMRU VEASSU; UVTACHNUTAHEM UMAASEHEM AL TASU SHHEMEM OMRIM VEHEM ANAM OSIM -, em verdade, é uma advertência de que os atos e ensinamentos coletivos dos perushim e soferim sentados na Cadeira de Moisés NÃO ESTÃO DE ACORDO COM AS PALAVRAS DE MOISÉS. Quando se refere aos atos coletivos dos perushim e soferim contrários a Torah de Moisés, Yahshúa usa o plural nas palavras UVTACNUTAHEM UMAASEHEM (sufixo plural HEM), que, aqui quer dizer, SUAS ORDENANÇAS e SEUS ATOS. Se o Messias Yahshúa quisesse que fôssemos cegos, seguindo a cegos, nos teria dito que seguíssemos a KOL SHEHEM OMRIM, usando a forma plural de YOMER, igualmente como Ele faz quando se referiu às ordenanças criadas pelo homem, de modo coletivo, se referiu a seus atos, onde Yahshúa usa o plural presente coletivo.
Conclusão geral: Mattiyah 23:3 é um "teshuvah" à Torah e uma advertência a que NOS AFASTEMOS, NÓS OS TALMIDIM DE YAHSHUA, DA CORRUPÇÃO DAQUELES QUE SE SENTAM NA CÁTEDRA DE MOISÉS, promovida pelos "sábios de Israel", perushim e soferim, inclusive e principalmente os de nossa geração. Essa advertência está dentro de um capítulo de mais 38 outros versículos, de TREMENDOS CONTRASTES entre a Torah de Moisés e as ordenanças ou "halachás" e comportamento dos perushim e soferim, entre o correto e o errado, entre o bem e o mal, entre a Torah e a Torah Oral, dentro de uma perfeita sintaxe textual. É mais: todo o capítulo 23 e, particularmente o versículo 3, segundo o entendimento tipicamente hebreu, são UMA ORDENANÇA E UM PEDIDO DE YAHSHÚA AOS SEUS TALMIDIM PARA QUE NEGUEM E RECHACEM A LIDERANÇA DA CÁTEDRA DE MOISES, CONSTITUÍDA DE PERUSHIM E SOFERIM, tomando como base os próprios ensinamento puros de Moisés, que é o verdadeiro "legislador". Minha perspectiva porém é a de que - como até mesmo ensina a Tradição! -, nosso Rabino, sendo o Messias e Rei, tem a completa e final autoridade de interpretar e completar a Torah de Moisés (daí, o famoso "Moisés vos disse; Eu, porém, vos digo"!) E, deste modo, o entendimento das Escrituras kadosh vem pelos TERMOS E REGRAS estabelecidos pelo próprio YHWH, ou seja, pelo método de entendimento hebreu, o PaRDeS e pelos ensinamentos do Ruach HaKodesh (veja bem, não uma "terceira pessoa da Trindade" pagã, mas o "Espírito do Kadosh, Baruch Hu!), o qual Tabernáculo conosco. Vem pela "meditação escritural" e pela "mente de Yahshuah", que devemos ter, e não pela "especulação teológica ou haláchica".
Assim, diante dessa inequívoca interpretação do texto hebraico, as teses de Shulam se me apresentam com um "aproach" sem maiores garantias Escriturais. Mais de conteúdo histórico-filosófico-eclesiástico e um tanto destorcido pelo "pouco discernimento". Aliás, é uma característica observável em Shulam que ele é mais "filosófico", "teológico", "haláchico" do que "escritural".
Então, o que diz mais, nesta perspectiva, o "entendimento escriturístico"?
Que não devemos com nossa "halachá messiânica" entrar em choque com a Tradição Judaica, como quer o Shulam e, em geral, o Movimento Messiânico, uma vez que ela é "nossa base e cobertura original e autoridade"?(Sic). Como mostra Mattiyah 23:1-39, todo, e outros textos correlacionados, a Tradição Judaica está em choque aberto com a verdadeira Cátedra de Moisés, porque TODA ELA HOJE SE ORIGINA DA TRADIÇÃO HALÁCHICA ANTES, DURANTE E APOS A MANIFESTAÇÃO DE YAHSHUAH, SOBRETUDO A PARTIR DA YESHIVAH DOS PERUSHIM DE YAVNÉ, EM 70E.C. Ela, de certo modo, contradiz a ambos os BRIT, o antigo e o renovado. Segundo essa escritura de Mattiyah 23:1-39, o contrário é que é verdade: DEVEMOS, POR ORDEM DE NOSSO RABINO E REI YASHÚA, RECHAÇAR O RABINATO QUE SE SENTA NA CADEIRA DE MOISES E SEGUIR TÃO-SOMENTE A
YAHSHUA E A TORAH!
1) Mattiyah 23:38-39 - os 39 versículos! -, segundo a interpretação e o entendimento tipicamente hebreu, só fazem sentido como uma só e inteira estrutura, ao contrário das versões traduzidas do Grego, que dividem o texto e seu significado em dois: 1) uma palavra dura aos perushim e soferim; 2) uma palavra de juízo contra Jerusalém. Aqui, principalmente nos versos 38 e 39, do pretenso juízo contra a cidade do Grande Rei, em verdade, se ressalta a hipocrisia dos que assaltaram a Cátedra de Moisés, através de uma proclamação profética sobre a pureza e o governo justo, que vem em nome de YHWH, inclusive com uma interpretação correta da Torah, conforme, também, Yeshayah/Is., 11:1-5 e II Tess., 2:1ss. Que diz esta escritura? Veja: "Veja, YHWH ESTÁ ABANDONANDO TUA CASA, DEIXANDO-A VAZIA. Pois eu te digo, desde agora tu não me verás outra vez ATÉ QUE DIGAS BARUCH ABAH BESHEM YHWH" (TIMTA, idem). Ou seja, YHWH retirou definitivamente, até os tempos da Restauração, nos ayarit-hayamim, Sua PANAV-ELEIJA da Casa de YHWH, em 70EC, inclusive deixando desolados não só o Beit Hamikdash, mas, também, a "Cátedra de Moisés" assaltada pelos perushim e soferim. É dizer, também a CÁTEDRA DE MOISES OU O RABINATO ESTÁ DESOLADO SEM AUTORIDADE PARA NADA, INCLUSO PARA FAZER HALACHÁ.
2 ) Por que a doutrina dos assaltantes da Cátedra de Moisés é diferente da verdadeira doutrina de Moisés? Pelas seguintes razões: a) "Eles atam cargas pesadas e difíceis de carregar e as põem sobre os ombros dos homens, 23:4. Veja, por exemplo, toda a halachá tradicional" sobre o Shabbat. Moisés jamais fez isso. A um violador do Shabbat, Moisés preferiu esperar e ouvir a voz de YHWH para julgar-lo. b) "Tudo que eles fazem é para serem vistos por outros", 23:5 - Moisés, ao contrário, subia ao Monte, 40 dias; jejuava de bruços até 80 dias e "punha um véu no rosto", exatamente para se esconder dos homens; c) "Amam os primeiros lugares nos banquetes e as primeiras cadeiras nas Sinagogas", 23:6 - Moisés não ia à Kahal HaGadol, senão a mando de YHWH ou para aplacar a "Rebelião dos Leviim" que queriam "assaltar a cátedra dos kohanim, como Koraj, Datan, Aviram e mais 250 outros (Bamidbar/Nr., 16:1-18); d) "… e amam as saudações nas praças e o serem chamados "Rabi, Rabi", 23:7 - Moisés não somente era um Rabino, Mestre da Torah, mas um Príncipe de Israel e YHWH, por várias vezes, se pós em defesa física dele contras as rebeliões do Seu povo. Mas, quando Yahoshúah, seu assessor pessoal, se encheu de ciúmes porque lhe informaram que, lá no meio do povão e não entre os setenta convocados que compartilharam do mesmo "espírito que estava em Moisés", havia mais pessoas profetizando, pedindo Yahoshuah uma previdência imediata do Rabenu, qual foi a sua resposta? "Eu só quisera que todo o povo de Elohim fora de profetas"! Ao contrário, os assaltantes da Cátedra de Moisés, perushim e soferim modernos e seus ancestrais guerreavam uns com os outros pelo título de Rabino, rabinos sem qualquer aprovação divina.
Tu, Judá ben Chaim, como oficial das Forcas de Defesa de Israel certamente foste à guerra, mas quantos rabinos foram à testa de tuas tropas, orando e clamando a YHWH pela vitória, como faziam os profetas de Israel? Quantos talmidim dos rabinos modernos? Outro dia, lia no jornal Aurora, de Israel, de várias famílias yahudim reclamando que perdem seus filhos nas guerras modernas de Israel e, os Rabinos e seus talmidim, além de terem o privilégio da "dispensa do serviço militar obrigatório", tratam este tema de forma arrogante. Dispensados do serviço militar que luta para preservar a existência do povo de Elohim YHWEH, para que? Para ensinarem, em suas Yeshivot, a seus talmidim, que, por sua vez, vão a ensinar ao Povo de Elohim YHWH Tzavaot a rejeitar e combater o Seu Mashiach. Ou seja, tu tens de combater dois tipos de inimigo, um no "front" externo e outro infiltrado no "front" interno. Tão perigoso este quanto aquele, porque te ensina a tu rejeitares o dom da vida eterna no Mashiach de YHWH! É que o título de Rabi, Rabino, em Israel, traz privilégios indescritíveis, inclusive o de cobrar os "dízimos dos leviim e kohanim" em todos os estabelecimentos comerciais das Comunidades Judaicas da Aretz e do Galut. Moisés (e os profetas), ao contrário, ia à frente das tropas, mesmo com o povão segurando suas mãos levantadas para não caírem de cansaço, até o último inimigo ser entregue derrotado por YHWH! (Por várias vezes tenho ido, vestido a rigor, com meu chapéu preto, meus tzitziot, meu terno preto, a estabelecimentos comercias de yahudim tradicional aqui e, o primeiro que me surpreende é ver o dono se esconder de mim e, às vezes sair correndo rua afora, com medo da "cobrança dos dízimos"! "Chegou um rabino, grita entes os dentes, um empregado e… vuuppp! Vuuupttt… o pobre coitado do dono desaparece! Que vida!)
3) O próprio Shulam cita do Talmud a "halachá" famosa da autoridade rabínica do I Século, que segue sendo a mesma hoje: "Qualquer cosa que os rabinos atem será atado no Céu e qualquer cosa que o Bendito seja Seu Nome ate nos Rabinos, eles tem a autoridade de desatar" (Sic, destaque e tradução nossos) Quem lhes deu essa autoridade? Moisés tinha essa autoridade? Em nenhum lugar das Escrituras Kadoshim, encontramos qualquer base escritural para esse "mandato haláchico" nem mesmo na Torah. Se estiver errado, me aponte o livro, o capitulo e o versículo onde sequer se possa encontrar uma sugestão a esse mandato esdrúxulo!
Agora, reflita, medite! A quem YHWH menor, que é Yahshúa Melej HaMashiach, que é também o ALEF-BET (Filipenses, 2:9-11) - "Pelo qual YHWH o elevou ao lugar altíssimo e lhe deu O NOME que é sobre todo nome; para que, em honra do NOME DADO, YAHSHÚA, todo joelho se dobre, no céu, na terra e debaixo da terra e TODA LÍNGUA CONFESSE QUE YAHSHÚA HAMASHIAH É YHWH PARA GLORIA DE ABBA" (TIMTA, idem) -, a quem ele deu a pretensa autoridade rabínica? À Tradição Judaica, ou seja, ao Rabinato dos assaltantes da Cátedra de Moisés? Náaaooo, meu irmão! E a quem, pois?
Resposta Escritural: AO ISRAEL NAZARENO MESSIÂNICO, enquanto ele repousar sobre HATZUR de Israel. Diz Yashúa: "Também eu te digo: "TU ES KEFA (que quer dizer Rocha) e sobre esta rocha eu construirei a assembléia de Israel, e as portas do SHEOL (inferno) não poderão vencê-la. Eu te darei AS CHAVES DO REINO DE YHWH. TUDO QUE PROÍBAS NA TERRA SERÁ PROIBIDO NO CÉU, E TUDO O QUE PERMITAS NA TERRA SERÁ PERMITIDO NO CÉU" (TIMTA, idem). O DRASHIM de Pedro, na Hag Shavuot, em MaAseh Shlechim/At., 2:14-41, não somente abriu "as portas do Reino de YHWH" , como também, acusou os assaltantes da Cátedra de Moisés de terem rejeitado e assassinado o Mashiach Melech. E, quando Kefa "abriu o Reino de YHWH" o fez para quem? Claro, para 3 mil yajudim que se encaram como seguidores da "halachá que saía de Tyzión" para o Galut da parte dos assaltantes da Cátedra de Moisés. E o que Kefas, cheio do RUACH HAKODESH, exigiu desses 3 mil yajudim?
Veja: "Arrependam-se de seus pecados, voltem-se para YHWH, e seja cada um de vocês submergido (a Tevilá) na autoridade de Yahshua HaMashiach para perdão dos pecados; e receberão o dom do RUACH HAKODESH. Porque a promessa é para vocês, seus filhos, para OS QUE ESTÃO LONGE E PARA QUANTOS YHWH NOSSO ELOHIM CHAME" (At.,2:37-39). Agora, qual foi a reação da Tradição Judaica, com todo esse reboliço? Rechaço! Perseguição! Reunindo o Sanhedrim para punir e perseguir! Exatamente como ocorre hoje! Então, pergunto, debaixo da perspectiva de Shulam: devemos não chocar, agradar, fazer o jogo de subserviência com a Comunidade Tradicional Judaica, a Tradição Judaica, ou devemos cumprir nosso mandato e mandado assim como Pedro/KEFA cumpriu o seu? Se não cumprirmos nossa missão, como emissários do Adom Yahshuah, que ocorrerá? Claro, os cegos seguirão guiando os cegos e, estamos, como o Rabinato, guiando nosso próprio povo ao Inferno! Quem ama, com o amor de YHWH em Yahshuah, desagrada por amor, porque, amando ao outro, não o quer ver errar, sim ou não?
Além do mais, quais as outras implicaçóes ? Que todo e qualquer yahudim deve CONFIAR EM YAHSHUA MELECH HAMASHIACH. Que a "halachá tradicional", expedida para toda a Casa de Israel, no I Século EC, antes, durante e depois da Manifestação de Yashúah e, principalmente, expedida desde a Yeshivah de Yavné, até hoje, OU SE CONVERTE A YAHSHUA, melhor dizendo, SE CONVERTE EM HALACHÁ MESSIÂNICA, ou TODOS PERMANECERÃO CEGOS, GUIADOS PELOS CEGOS ASSALTANTES DA CÁTEDRA DE MOISES, E SERÃO LEVADOS AO SHEOL E AO GUINNOM ASSIM MESMO, COMO CEGOS!
**Rabbi Dr. José Paz e Silva (Yosef Avshalom); Hebreu, Judeu sefardita, Linhagem de Cohaniim, quanto a observação da Torah foi Nazareno,Fundador do Ministério Mundial Sar Shalom, ademais foi também Sociólogo, Teólogo, Cientista Político, Cronista, Escritor, Poliglota,Conferencista, Professor nas Universidades de Roraima e Católica de Recife, Ex Oficial do Exercito,Conferencista internacional, Ex Político e mentor intelectual da esquerda nordetina, Secretário de Estado em Roraima, Chefe de Gabinete do Governo do Piauí e Mentor responsável pela Criação da Cooperação técnica internacional do governo do Piauí (Japão, Israel).
* Baseado no artigo: " resposta de Rabino Nazareno para Rabino Messianico"
ALIANÇA MUNDIAL NAZARENA MESSIANICA SAR SHALOM
Ministério Sar Shalom Brazil
Comunidade Netzarim Sar Shalom
Uriel Ben Levy Ben Shalom/Rabbi Katan

Comentários

  1. Não si pode inventar uma mentira,mas inventaram,o nome cristo palavra Grega foi uma invenção e é aplicado e foi trocado pela palavra Mashiyahc no original hebraico e é de origem grego/romano,os verdaeiro hebreus que vão obter a salvação de sua alma terão que crêrem na verdade QUE É YAHOSHUAH do contrario na eternidade não vai ter lugar para a mentira, concorda comigo ou não? Vê liv,de YAHONAM que apelidaram de (João)Cp.8-v-44.estas palavras quem falou foi o hebreu YAHOSHUAH e não o (nome) grego/romano(jesus)é claro que o salvador só podia ter um nome hebraico pois nasceu em Yahshorul(Yisrael)e é Yahoshuah? (espero que o amigo entenda que o nome (jesus ) é um nome aportuguesado portugues,e que a letra jota(J) nem existe no alfabetico hebraico sendo imposivel o salvador ter um nome com esta letra(J),O Jota é uma letra neo latina que surgiu no seculo 14 de nossa era, atraves do alfabetico neo latino que foi difundido,e que hoje conhecemos em varios idioma no mundo entende ou não?abraço amigo shalom

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